O de ontem foi Jake Bugg, com Two Fingers e o resto de seu lindo álbum. Hoje, Charlie Simpson quase me fez chorar com esse cover todo lovely baby.
quinta-feira nov. 11 @ 11:25am Às vezes, queria entender por que umas pessoas e coisas são como são. Sofro imenso com isso, mas acho que tenho compreendido e amadurecido, aos poucos, a ideia de que há certas coisas que não se pode mudar. Quanto às pessoas especificamente, por vezes é difícil, mas aos poucos tenho compreendido que não funciono e não sinto como elas. Ser e sentir diferente e intensamente não faz de mim alguém inferior ou mais fraco.
Muitas vezes, algumas dessas coisas e pessoas fazem muito mal pra gente, ainda que não entendam como ou por quê. Mesmo que peçamos para que ajam diferente em respeito a nós mesmos e ao carinho que muitas vezes temos por elas e queremos manter, mesmo quando esta outra pessoa não mostra que o merece. Simplesmente por pessoas como eu acharem que todo mundo (ou pelo menos quase) precisa de uma chance pra amar, ser amado, acariciar e receber carinho. Porque, pessoas como eu, deixam de lado o que sentem por si mesmas para dar importância ao que sentem por outros quando lhes querem bem. Ainda que a pessoa pise na bola inúmeras vezes, levamos a tolerância à níveis que muitos considerariam insuportáveis.
Pego-me confusa e não entendo se isto é ser compreensiva, permissiva, masoquista ou simplesmente se entregar aos sentimentos bons e querer mantê-os ou recuperá-los mesmo quando estes já chegaram à mágoa. Pra mim, sempre haverá esperança da retomada do que era bom, ainda que seja difícil ou precise de tempo. Dificilmente haverá remorso, ainda que eu nunca me esqueça do que passou.
Talvez, essas pessosas que são diferentes de mim não estejam preparadas para mudar ou simplesmente não queiram que seja diferente porque, desta forma, se protegem ou apenas agem da forma que consideram adequada. Ser desta maneira, ainda que machuque quem está mais próximo e lhe quer bem repetidas vezes; que o erro delas (aos nossos olhos) seja bater na mesma tecla incessantemente com quem quer que seja, ainda que sejam avisadas do desgosto do outro, é a forma da qual sabem viver por enquanto e que acham certo, ainda que para os outros seja frieza, inconsequência, falta de compaixão ou inescrupulosidade.
Está certo que devemos ter amor-próprio, mas ninguém gosta de narcisismo. É uma droga quando o amor-próprio do outro é assim, exacerbado e dificulta qualquer tipo de sentimento bom que se queira manter. É difícil julgar quando o seu certo e o seu errado são diferentes do certo e do errado dos outros ou quando você dá a louca e consegue racionalizar e considerar que tais opostos não existem, mas não consegue deixar de sentir como se existissem.
Seria incompatibilidade? Queria saber. Sinto-me burra quando me sujeito ao jeito do outro e muitas vezes queria eu mesma tentar mudar pra me adequar à maneira de sentir da outra pessoa “incompatível (?)” para tentar sofrer menos e manter o que há de bom. Banalizar um pouco as coisas e ter comigo só a parte boa dela como me esforço para fazer que ela tenha de mim.
Sempre falho. Nunca conseguirei banalizar meus próprios sentimentos ou os daqueles que quero bem.
Para a gente que sente e entende da nossa própria forma e não é obrigado a aguentar aquilo que não nos faz bem, só resta esperar que essas coisas e pessoas um dia se tornem melhores ao nosso ver e possam voltar a ser aquilo que eram para nós. Que aprendam a não nos machucar mais. Não porque mudaram por obrigação ou porque nós queríamos que fosse diferente, mas mudaram por si mesmas ao perceberem que poderia ser melhor para si e para os outros de outra maneira. Ou, quem sabe, também, desenterraram algum resquício de altruísmo dentro de si e decidiram que não queriam mais magoar aqueles que se esforçavam ao máximo para não magoá-los?
Isto não quer dizer que serão livres de defeitos. Eu também não sou livre de defeitos e por mais que me esforce para que isso não aconteça, com certeza magoo pessoas por aí. Os defeitos apenas serão diferentes. E sem defeitos para enfrentar, não há desafios. A falta de desafios torna mórbida qualquer tipo de relação.
Enquanto a compatibilidade de sentimentos que pode vir a ser real -ou não- não acontece, nos resta manter longe as coisas e pessoas que não nos fazem bem, por mais que gostemos delas e seja sofrível o processo de se desapegar e aceitar que tantas coisas que um dia foram boas serão perdidas por um tempo ou talvez para sempre.
Não por ódio ou desgosto. A gente que olha muito para fora e para o outro (e muitas vezes em níveis não saudáveis. E isto não quer dizer também que sejamos superiores) só tem de decidir olhar um pouco mais para dentro de nós mesmos também, de vez em quando, principalmente quando se trata da escolha de sermos felizes.
Quando se é o telespectador, a dor do filme ou da série é mais tranquila. A gente sabe que a sequência ou o próximo episódio vão trazer novidades sobre o que vai acontecer depois da saída de algum personagem da trama, ou de seu papel nela alterado.
Muitos de nós queremos que nossas próprias vidas sejam verossímeis aos dramas da TV e das telonas, ou dos livros, de uma forma ou de outra. Parece que não dá para entender muito bem se eles são inspirados em nós ou nós inspirados por eles ou tudo isso misturado. É tipo tentar se perguntar se primeiro veio o ovo ou a galinha. Claro que a vida, suas intersecções, relações, grupos, blablabla, vieram primeiro. Mas, quando vieram ao mundo os materiais de entretenimento que relatam vidas, acho que ficou difícil de saber.
O problema é que, nesses casos, a gente fica tão encantado com as partes boas que excluímos as cenas ruins. Não queremos as cenas de drama. Elas são anuladas se tivermos certeza de que o final é o felizes para sempre que todo mundo quer ver (a não ser que você seja como eu e tenha tendência a amar filmes com final trágico porque acha que eles são mais realistas). Todo mundo quer final feliz porque, oi, a vida para qual temos de acordar todo dia já tem desgraça demais por si só.
Acontece que, quando isso ocorre, digo, quando você é a protagonista do seriado, filme ou livro porque eles são a sua vida e a cena dramática que você exclui da ficção pula na sua cara, não há maneiras de correr dela (depende. Se for uma cena pontual e você for a Ana Paula, as linhas do roteiro dizem para você virar as costas e sair correndo, até porque é meio chocante).
De alguma forma, você é o próprio roteirista. Sendo assim, deveria ter controle de tudo. Mas, apesar de achar que o tem, acaba descobrindo que essa coisa controle absoluto sobre os caminhos da vida e as coisas que você sente são utópicos.
A dor é real. Sentida em você, por você e por algo palpável de certa forma. Não é dor por alguém ou algo que nunca estiveram no plano real. É algo que tocou sua matéria. Você não tem a segurança de saber o final ou do que virá depois do final de cada parte ou episódio em pouco tempo. Não dá pra pular as páginas chatas e não dá pra avançar as cenas apertando um simples botão no controle remoto.
Esperamos que a melancolia das nossas próprias cenas tristes vá embora. E sabemos que um dia ela vai, mas também temos ciência de que não é simplesmente apertando um botão de avançar ou acelerar cenas no controle remoto.
Aceitamos. Mas a aceitação não faz a dor passar de imediato. Um episódio equivale dias, semanas, meses, anos. A gente não tem a escolha de assistir ou ler só aquilo que quer, na hora que quer. Convivemos com o medo e a agonia do presente e do futuro pós-tempestade por não sabermos quando ela dará lugar a um céu sem nuvens e como será até que as coisas sejam, ainda que não completamente, como eram antes de tudo.
Enquanto ela não vai embora, sobra a chateação pela perda das coisas simples. Pelos dias que poderiam ser vividos; as sextas, sábados, domingos e encontros imediatos que não mais serão. Das festas e feriados em rascunho que não passarão disso. Pela mesa da sala com pé quebrado que você não verá ser trocada, o vidro da sacada que você não verá ser consertado, a garrafa de vinho que você comprou, guardou e não vai tomar como queria. Os filmes (filmes de verdade) que você queria ter assistido do jeito que achava que assistiria e não assistirá. Das palavras que você queria poder ter dito e não dirá porque não havia espaço para elas. Resta saudade dos xingamentos que mascaravam o carinho, das risadas, interpretações, apelidos. Da trilha sonora para tudo. Da readaptação de sentimentos ao escutá-la no seu futuro.
Resta o sentimento de pena pelas cordas de baixo e de guitarra que não serão tocadas ou o conserto do teclado que não tem conserto. Faltam os amaldiçoamentos dos pedais e amplificadores e programas de computador que não funcionam. Por ralhar por coisas que, no fundo, nem importavam tanto assim.
Sobra saudade no cenário composto pelas esquinas de todo dia da sua cidade, nas quais tudo foi filmado. Do cheiro da cama. Vem a curiosidade agonizante por querer saber a quem ela vai cheirar dali a um tempo. Fica a indignação por ter de ouvir que se acha outro e outras coisas por aí quando outro não se quer e nem outras coisas.
Até a cena final, a única certeza que fica é de que a indagação que ocorrerá em mais umas mil sequências dramáticas é imutável. Como coisas tão legais e tão boas podem fazer tão mal?
Como um auxílio, ecoa na cabeça a voz de Scarlett O’Hara dizendo, no fim do filme mais lindo do mundo: “After all… tomorrow is another day.” Porque não há nada nessa vida além de tempo para passar, para esperar, para mudar, para inovar, para te acostumar e te acostumar a desacostumar.
sexta-feira out. 10 @ 08:59pmAté o fim da música (Cosmic Love): um dos momentos mais mágicos da minha vida todinha.
E esse livestream foi horroroso, pelo jeito. quinta-feira fev. 2 @ 03:58pmO que os pais andam colocando na mamadeira dessas crianças?
Parabéns pra Dionne linda, que fez 16 anos ontem, cantando com essa voz potente um neo-soul gostosinho, coisa que a gente não vê muito o pessoal da idade dela fazendo. Bem que os novatos que estão em processo de tentativa na indústria deviam tomá-la como exemplo, né?
Conferi o poder de Dionne ao vivo, semana passada, no Summer Soul Festival, e fiquei mais impressionada ainda.
Já que ela não cantou essa, vou ter que conferir ao vivo de novo, HEHEHE.
Ainda quero aquela saia de penas coloridas que você tava usando, Dionne!
quinta-feira fev. 2 @ 03:49pmEsse cara teve o dom de fazer o meu álbum favoritíssimo de todos os tempos. Pra mim, ele é tipo o melhor amigo que nunca conheci.
Um dia ainda vou sentar pra tomar uma cerveja com ele lá nas Inglaterras (#OHTHEBRITISH). Isto é, se ele sair do buraco onde se enfiou. Por onde você anda, Jamie? VOLTA PRA MIM!!
quinta-feira fev. 2 @ 02:43pmSou apaixonada pelo trabalho dessa mulher desde 2007. Diria que ela é um dos motivos que me incentivaram a começar a estudar francês este ano.
Não sei como diabos estou compartilhando conteúdo dela aqui porque tenho até aquele ciuminho besta, já que ela não é conhecida por aqui, sabem? Então.
Sempre compartilho coisas das quais tenho ciuminho, mas Andrea Lindsay é a primeira vez! Eu amo tanto essa música! É uma daquelas que fazem a gente se sentir apaixonada por alguém que a gente cria na nossa cabeça e até faz um videoclipe porque, na verdade, nem está apaixonada. É a canção que faz, magicamente, a gente sentir isso!
E faz a gente querer ter alguém pra descontar isso de verdade também…
quinta-feira fev. 2 @ 02:37pmO que importa é que você nos deixou um monte de canções lindas interpretadas na sua voz cheia de alma, e esse tesouro a gente vai ter pra sempre.
sexta-feira jan. 1 @ 01:24pm